Os Estados Unidos devem mesmo estender a política de ‘extreme vetting’, algo como ‘verificação extrema’, mesmo para turistas que vão ao país a passeio, segundo indica reportagem publicada nesta quarta, 4/4, pelo Wall Street Journal. Ou seja, qualquer viajante estará sujeito a abrir os contatos em smartphones, senhas de redes sociais e registros financeiros, além de responder a questionamentos sobre ideologia.

De acordo com o WSJ, as embaixadas devem começar a ser mais rigorosas na concessão de vistos, inclusive de turismo, por meio de entrevistas mais detalhadas. As mudanças em curso deverão valer mesmo para passageiros de países que os EUA consideram aliados, como França e Alemanha. Não chega a ser uma surpresa diante de declarações recentes de autoridades a partir da administração de Donald Trump.

“Se houver qualquer dúvida sobre as intenções de uma pessoa vindo para os Estados Unidos, elas precisam ser sanadas – realmente e verdadeiramente provar para nossa satisfação que estão vindo por razões legítimas”, disse ao jornal americano o consultor sênior Gene Hamilton, assessor do secretário de Segurança da Pátria John Kelly. A justificativa, mais uma vez, é a “luta contra o terrorismo”.

A principal mudança na política, segundo o WSJ, será exigir que os interessados em vistos para os EUA entreguem seus smartphones para que autoridades americanas possam examinar contatos e outras informações. Esse tipo de medida já pode acontecer no momento do ingresso de estrangeiros nos EUA, mas é algo que pode ser adotado em embaixadas e consulados no momento do pedido de visto. “O que pode ser obtido com o telefone de pessoas comuns é valioso”, disse o consultor ao WSJ. Isso inclui acesso a redes sociais para verificação do que é postado em privado e não apenas em público.

 

Fonte: Convergência Digital